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Carta ao meu eu

Obrigada.
Como poderei começar a falar para você de uma forma mais despojada que eu te amo? Que a vida é esse não se preocupe vai dar tudo certo, pra sempre? Como poderei começar a dizer pra você que é necessário parar de preocupar-se com coisas fúteis, até mesmo os pensamentos. Somente eu e você sabemos o que passamos, não é mesmo? Vai ser feliz! Vai correr, comer, beijar, agarrar, viver, vai ser você. Não perde seu tempo forçando ser quem não é na frente de quem nem merece suas valiosas palavras.
Você é o ser mais iluminado que conheço nessa vida e olha que você sou eu… Eu digo essas coisas, mas não da boca pra fora, mas pra quando você ficar mal e precisar ouvir de alguém de confiança de que sim, caramba! Você pode tudo, você é única. 

O que mais me cansa é que não sabemos o que pode acontecer em algumas horas, você pode dormir hoje e não acordar amanhã, ou alguém que você conhece ou ama. Então, viva o hoje. Mas sem essa asneira de que não tem tempo. Tempo que se exploda. Pensa no agora. Olha lá fora como o céu é lindo. Como os verdes nem tão verdes são cores tão belas… Olha lá fora e depois olha para seus pés e agradeça por estar ali. Nesse exato momento, entende? Depois que começar a fazer o que ama e se amar mais que tudo, viver cada dia como se fosse o último, vai entender o real sentido da vida.

E não chora. Você é muito mais forte que qualquer coisa que possa acontecer na sua vida de difícil. Às vezes coisas ruins acontecem pra te amadurecer mais lá na frente. Te ajuda a crescer e a ser forte, mas não chora. Não derrama essas lágrimas, você não merece.
Você, sempre tentando dar orgulho. Seu erro sempre foi esse. Você se deu orgulho? 

Porque hoje estou num puta orgulho de você. 
Seu sofrimento hoje vai ser recompensado amanhã, não tenha dúvidas. Todas as coisas ruins que te afetaram agora, amanhã serão uma lição enorme, acredite. Você precisa passar por isso. Faça de tudo, fale de tudo. Mas nunca perca a fé em si mesma. 

Nunca esqueça que todas as coisas ruins possuem um lado bom. Toda tempestade possui um arco-íris no final. E todas as coisas acontecem quando você começa a acreditar que pode tudo. ❤️

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O corpo dela

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Estrias, no corpo dela, haviam várias
Meus dedos acariciavam todas com todo meu carinho e amor
Porque elas são minhas estão em mim, me escolheram para estarem aqui
Não tenho vergonha, pois não nasci pra ser perfeita, eu nasci pra ser feliz
Encucada uma vez ou outra eu já fui e sou ainda sim
Mas e ai? Se eu não me amar, quem vai conseguir dizer que me ama ou me amou?
Porque não se amar é a pior maldição que a mente criou

Mas eu tô aqui, livre e à sorrir
Uma barriguinha nada perfeita, mas meu corpo é assim
É lindo pra mim!
Seus desenhos gravados neles, escolhidos para me enfeitarem
Me fazem lembrar o quanto amo meu corpo para eles ali estarem

Porque meu eu não quer mais saber de julgamentos fúteis
Meu interior não quer saber de egocentrismo
Pois ego e amor não são compatíveis, é verdade, já passei por isso

Então posso assim me despedir
Dizendo que o que você acha dos outros, é só pra te auto atingir
E quando descobrir a sensação de liberdade
Que viver sendo você mesmo não é vaidade

Vai entender cada rima boba que fiz e assim sorrir
Quando perceber que ser você mesmo é melhor pra alma e um alívio
Um suspiro cê solta se olha no espelho e vê que essa pessoa te olhando
Te ama mais que o mundo inteiro.

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Sobre as segundas de manhã

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Antigamente eu parecia aquelas velhas que reclamam de tudo na vida. Que não possui amor pelas coisas que faz e que vivia de qualquer forma. Hoje eu fico me perguntando se existe coisa melhor que os domingos de noite que posso ofegar baixinho no seu ouvido. Nos abraçarmos carinhosamente, nos beijarmos em cumplicidade e nos louvarmos sabiamente em um roçar magnífico dos corpos. Eu não sei o que é melhor: Os domingos de noite que durmo em seu peito ou as segundas de manhã que acordo no meio do seu abraço apertado. Conchinha realmente é uma das melhores posições do mundo para se dormir! Eu posso estar sendo boba, mas é tudo real! Os outros dias em que não estamos juntos eu carrego somente a insônia e os desejos profundos de ouvir que você é só meu e que sou somente sua durante os beijos que fecham nossa madrugada.
 
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Sobre ser paciente.

Às vezes perdemos e às vezes a encontramos. Do nada ela some e do nada, sem sentido algum, temos ela de bocados. Ela pode nunca ter existido ou pode nunca ter se perdido. Sentimos e fazemos coisas que às vezes ela pode ser sua melhor amiga e até mesmo seu refúgio dos maus sentimentos e pensamentos.
Às vezes estamos presos em um engarrafamento de sensações e ela vem lá do fundo de sua alma pra poder acalmar um pouco seus ânimos. Pra dizer que você precisa entender que tudo possui seu tempo. Ser paciente pode ser valioso no final das contas, quer você queira ou não, ela te muda por dentro.
Contos da meia noite

Contos da meia noite – Reencontro (Capítulo 1)

Lá estava ele. Como sempre daquele jeito que toda mulher gosta de ver em um homem, seu jeito sério, postura firme, sem ligar muito para nada daquele movimento à sua volta além de si mesmo. Seus olhos percorriam todo ambiente como se analisasse as pessoas, seus tipos e o interesse que teria ou não sobre elas. E logo ele me viu. No meio de toda aquela movimentação. De todas aquelas pessoas… Antigamente eu sentia a mesma coisa que estou sentindo agora quando ele me olhara daquele jeito. Uma coisa diferente de todos os outros com quem eu já estive junto. Um tesão diferente de tudo que já senti. Mesmo ele lá, tão distante e tão perto ao mesmo tempo conseguia me fazer estremecer e sentir minha espinhela arrepiar-se em um frio estranho subindo pelo meu corpo e arrepiando todas as partes dele. Era só ele que conseguia fazer isso.

Logo dei o braço à torcer e lhe cumprimentei educadamente. A saudade pode ser difícil às vezes, mas expô-la demais nunca é bom pra nossa saúde espiritual. Ele sorriu, beijou meu rosto e colocou sua mão em minha cintura. E eu, por um momento inclinei meu corpo em sua direção para que ele não me soltasse tão rapidamente. Mas ele foi lá e fez. Eu somente me afastei e voltei para onde eu estava, ocupando-me com o inútil, o pensamento em desejos ridículos e absurdos que somente ele me fazia ter.
Em todo aquele calor, no meio de todas aquelas pessoas pedi licença e resolvi ir ao banheiro. Molhei a nuca e fechei os olhos. O fato é que, destino é algo que não existe. É apenas um desejo nosso de acreditar em algo que não conhecemos mas temos toda esperança do mundo para que aconteça, e se acontecer, pronto, foi culpa dele.
Eu sinceramente gostaria de que o destino estivesse comigo, que ele trouxesse aquele homem de volta para mim, mas nem tudo é movido por esperanças, certo? Quando abri meus olhos em meio aqueles pensamentos e desejos já quase amenos, suspirei cansada e ouvi um riso baixo. Uma risada conhecida e íntima demais. E era dele.
Encostado na porta do banheiro grande que não era dividido por nenhum sexo, ele fechou a porta atrás de si e a trancou. Sorriu novamente apertando os olhos pequenos que brilhavam diante da luz forte daquele lugar. Eu apenas me encostei na pia. Sorri em resposta e esperei apenas que ele falasse, mas ele não falou. Seus passos foram calmos em minha direção, o que me fazia sentir novamente aquele nervoso delicioso e horrível ao mesmo tempo. Meus olhos passavam calmamente por todo ele e meus braços em um modo instintivo se abriram para o rapaz. E sem recusas ele já estava ali, com o corpo colado ao meu.

As mãos do rapaz percorreram o corpo esguio dela lentamente em um percurso apenas para relembrar que já passara por ali, que conhecia cada canto dela. Logo as palmas estavam firmes nas coxas grossas e lisas que em um impulso, abraçaram a cintura do rapaz. E os lábios encontraram-se. Uma briga intensa entre as línguas se fazia ali enquanto as mãos inquietas da mulher se movia pelos cabelos lisos e macios dele. E as mãos dos mesmo alisavam carinhosa e intensamente as coxas, sem deixar nenhum canto com o quente de suas mãos, sem deixar nenhum canto sem sentir o tremor do tesão e desejo que seus dedos causavam à ela.
Ele a pegou no colo e a sentou na pia. Ela estava com o corpo meio rígido ainda em choque e alguns segundos depois, o corpo começou a amolecer. Bastava ele olhá-la e estava perdida. Sentiu novamente aquele tesão, a nostalgia de sentir tudo aquilo novamente, deixando seu corpo ficar extremamente arrepiado apenas por pensar nos toques que estavam por vir e pelos que aconteciam naquele momento.
Ele lambeu-lhe o pescoço em direção da orelha e suspirou forte perto de seu ouvido. Logo tirou a peça íntima dela antes mesmo de seu vestido e, em um movimento rápido, abaixou-se, segurou firmemente as coxas dela e a fitou. Ele apenas respirou forte, aquele respirar que ela conhecia, como se ele se preparasse para matar a saudade finalmente daqueles lábios carnudos que ele tanto amava. Ah… Ele realmente amava. Os lábios dele faziam leves beijos pela virilha da moça, roçando levemente sua barba semicerrada e mal feita ali, levemente. Seus dedos eram inquietos. Passavam por todo canto até chegar a boca avermelhada da moça e adentrar-se ali, ela, sem mais delongas dera-lhe um beijo que o fez sorrir e descer os dedos para seu íntimo. Seus dedos se movimentavam e seus lábios brincavam com o íntimo dela que abria ainda mais as pernas e o puxava para si. Gritou quando o toque experimente da língua esquentou todo seu corpo em excitação. Ele a explorava sem piedade, com intimidade.

Não se aguentando muito, ela o puxou para cima e começou a beijá-lo enquanto abria sua calça, suas unhas roçavam em sua barriga em um provocar leve que arrancara até mesmo um ofegar. Ele escorregou a mão por baixo de suas nádegas e a penetrou, mais e mais fundo, em um ir e vir como se fosse sair até ela soltar um gemido de protesto e agarrá-lo puxando-o para dentro. Mas dessa vez ele estava no controle. E a possuiu, deixando-a enlouquecida, fazendo-a atingir o orgasmo uma vez e mais outra.

Até que em um momento tudo parou.

Os olhos dela que estavam fechados, se abriram. Dessa vez completamente, literalmente. Alguns feixes de luz, passavam por entre sua cortina, fazendo sua cabeça pender-se lentamente para o lado onde avistava o travesseiro branco vazio. Reencontros mesmo somente na cabeça dela.

Mas sua certeza é que não ficaria assim por muito tempo…

CONTINUA

 

 

 

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Que dia frio é esse?

E que dia frio é esse? Dia que deveria ser proibido pelo fato de não estarmos mais juntos. Pelo fato de eu estar sozinha nessa cama, debaixo de mil cobertores tentando esquentar-me sozinha falhamente, mesmo com as minhas mãos acariciando meu próprio corpo, em busca do prazer que eu sentia quando era suas mãos aqui, seus toques… Cobertores aqueles que você já se cobriu comigo um dia, vários dias e por várias vezes. Aquela cama, cujo lugar que você já me acolheu, já me possuiu de prazer e amor, me fez ofegar, gritar e rir quase por desespero diante dos orgasmos. Quarto que, se tivesse ouvidos… Pelos deuses! Ainda bem que não tem, certo?

Que dia é esse? Aquele que completa no calendário do nosso tempo separados, também do tempo em que você não me possui e eu não te esqueço. Que dia é esse? Aquele do qual você me colocava na cama e me olhava nos olhos por um momento antes de me possuir por completo, adentrar-me e sentir o quente lhe cobrindo e arrancando vários suspiros, ofegos e alguns murmúrios de amor.

Que dia é esse? Que não deveria existir por não estarmos aqui. Ouço sua voz em minha mente e não consigo fugir.

Deveria ser proibido um dia desses; nublado, chuvoso, frio e triste. Tão solitário quanto meus dias sem você. Além de que deveria ser feriado para eu não trabalhar, não sair de casa e nem estudar porque eu não quero me lembrar de você em tudo que vejo, por todos os lugares que passo. Me lembrar mais ainda graças as suas pragas que com toda certeza pegou em mim. Não me lamento por estar sozinha ou carente. Me lamento pelo fato de você não estar aqui perguntando se eu estou carente e rindo porque tenho medo de ficar só. Que dia frio é esse? Dia em que o vento parece gritar seu nome e minha voz some para pedir silêncio porque é seu nome. Que dia frio é esse? Fazendo mais um dia surgir para completar os anos que te conheço e que não te mereço e não te esqueço.

Que dia frio é esse?

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Sobre as coisas lá fora.

Eu poderia percorrer caminhos que nunca vi ou conheci sem medo algum de voltar pra casa. Me doaria aos céus, me jogaria para a natureza e ofegaria pelo simples. Abriria meus braços para a chuva como boas vindas em vez de cruzá-los junto ao meu corpo, como eu sempre fazia quando dava-me por vencida pelo frio e pelas gotas gélidas que caiam em minha pele. Eu poderia sair por aí, simplesmente por andar, sem me preocupar com nada. Com o nada. Sem problemas, sem pessoas, sem maus pensamentos e energias pesadas. Não olharia mais pelas grades das janelas no meu quarto vazio onde só ali me sentia segura. E nisso eu não estaria sozinha, estaria comigo. E isso seria o mais importante de tudo: Eu poderia me encontrar novamente. Se eu pudesse, largaria tudo…